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  • Simone Fuzaro

Ensinando a Ordem

Nessa breve série de artigos estamos abordando a importância de educar os filhos nas virtudes. Hoje trataremos da virtude da ordem. Ela fecha o ciclo daquelas que são ensinadas à criança até os sete anos (obediência, sinceridade e ordem).



Na família temos nosso ninho, nosso porto seguro. É na família que descobrimos o amor, que fazemos os primeiros vínculos, que nos estabelecemos como pessoas. Nossos vínculos mais profundos são aqueles que formamos com nossos familiares, especialmente com os pais.

Sendo assim a criança sente necessidade de pertença: de se identificar, imitar, agradar aqueles que lhe nutrem física e emocionalmente. Os pais serão sempre uma referência muito importante para os filhos e daí a grande responsabilidade de tomarmos a sério o processo educativo dos pequenos e termos consciência de que somos observados cuidadosamente por eles. Desse modo, é importante que lutemos para viver as virtudes que desejamos ensinar aos filhos. Não tem problema se não somos tão ordenados, mas que eles percebam que lutamos por ser. Outra coisa importante é que façamos isso com alegria e bom humor. Se vivemos as virtudes ou a busca delas como um "fardo" não iremos conquistá-los para elas.

A ordem rege muitos aspectos da vida: o que priorizamos na vida e no nosso dia, quanto tempo dedicamos a cada coisa, as escolhas que fazemos. Também está presente nos aspectos mais práticos do cotidiano: arrumação da casa, de uma gaveta, dos brinquedos e dos objetos de modo geral. É importante vivermos a ordem com sentido e sem rigidez. A ordem é necessária para que façamos escolhas coerentes aos nossos valores, para que saibamos priorizar as coisas em nosso cotidiano e para que possamos viver de modo confortável e produtivo nos ambientes que habitamos. A ordem pela ordem pode ser uma "mania" e pode limitar o uso da casa, dos brinquedos e etc, acabando por nos escravizar. Quem já não conheceu uma casa tão organizada que até parece inabitada? Nesse caso já estamos saindo dos limites da virtude e assim, não será atrativa e nem saudável.

É importante que a criança se sinta implicada nessa vivência da ordem. Quando são bem pequenos vivem a ordem no cotidiano através das rotinas: horário de acordar, tomar banho, almoçar, dormir.... Aos poucos vamos ensinando-os a guardar os brinquedos, mais tarde a organizar seu material escolar; depois, a roupa do dia seguinte e assim por diante. Até mesmo para que aproveitem melhor o próprio brincar podemos ensinar que estabeleçam uma certa ordem: não pegando quantidades excessivas de jogos e brinquedos, guardando os já usados antes de escolher outros, etc.

Envolvê-los nas atividades de organização da casa também é uma excelente estratégia: a criança percebe suas capacidades, sente-se útil e faz algo que gosta muito - ajudar os pais. Precisamos valorizar o que ela é capaz de fazer e demonstrar nossa confiança em suas possibilidades. Um grande erro é imaginarmos que na primeira infância ainda são muito pequenos para se envolverem nessas atividades e esperarmos ensinar essas virtudes na adolescência. Quando fazem isso, os pais perdem a melhor fase para que criem hábitos de ordem e, depois, quando adolescentes, a dificuldade de criarem tais hábitos é muitíssimo maior gerando, muitas vezes, desentendimentos.

Se quando pequenos adquirem essas virtudes terão uma base sólida em sua formação e seguirão aprendendo outras nas diferentes etapas da vida.


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