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  • Simone Fuzaro

Educar Para a Vida: Educar a Vontade

Ter filhos e educá-los sempre foi, é e será um grande desafio. Se olharmos para trás, porém, veremos que o próprio mundo: a ciência, a tecnologia vem trazendo facilidades para o nosso cotidiano.



Com isso vamos nos acostumando e buscando cada vez mais facilidades, nos acomodamos. "Naturalizamos" tais facilidades e as buscamos para nós mesmos e para nossos filhos. É comum ouvirmos dos pais: ele vai ter a vida inteira para trabalhar, para "sofrer" porque começar tão cedo.... Esquecemos que para que possa trabalhar de modo produtivo e competente no futuro, ou para que possa enfrentar os sofrimentos que, com certeza surgirão, precisa aprender a fazer isso enquanto pequeno. Precisa, em seu ambiente de segurança, onde há certeza do amor, do acolhimento, experimentar pequenos desafios de trabalho (guardar os brinquedos, colocar a mesa, colocar a roupa, jogar a fralda no lixo) e vivenciar pequenas frustrações. Precisa aprender que não é somente "o" mas também "um" e portanto não somente seus desejos serão realizados.

O que significa educarmos os filhos para a vida? Já paramos para refletir seriamente na importância dessa responsabilidade?

Muito embora não gostemos de pensar na vida deste modo é uma realidade: ela não é passível de controle, de previsão. Viver é uma aventura! Pode ser uma maravilhosa aventura se estivermos bem formados e preparados para enfrentar imprevistos. Pode ser uma aventura desastrosa se formos mimados, imaturos, se esperarmos que tudo se resolva como desejamos e sem muito empenho. Para que tipo de aventura queremos preparar nossos pequenos?

Não sabemos como será o futuro de cada um, se serão bem ou mal sucedidos profissionalmente, se casarão ou ficarão solteiros, são muitas as variáveis. Uma coisa porém sabemos: dificuldades e frustrações sempre surgirão. Problemas fazem parte da vida e, lidar com as alegrias é muito fácil, porém, enfrentar os problemas de modo otimista e positivo é uma arte, talvez o maior aprendizado e a maior riqueza que podemos transmitir aos nossos filhos. Para que aprendam a passar por turbulências e superá-las com elegância é preciso que quando pequenos nos preocupemos em formá-los para muito além dos desejos. É preciso que saibamos educar a vontade de nossos pequenos. Com pequenos e simples gestos cotidianos, ajudá-los a avaliar e conhecer o que é bom (e não o que desejam) e a direcionarem a vontade para o bem, ou seja, ganhar virtudes. Com os bem pequenos (até os 3 anos), tendo rotinas, horários, alimentação adequada e não os atendendo prontamente quando choram mostrando "desejar ou não" algo. Quem sabe discernir o que é bom para eles são os pais, não podemos nos guiar pelo choro dos pequenos. Com os maiores (3 a 8 anos), cultivando um ambiente de sinceridade, constância, cooperação, obediência - pequenas tarefas, atender aos adultos, persistir na lição mesmo quando não é agradável. Assim educamos homens e mulheres fortes, que sabem optar pelo melhor, que dizem não às drogas, às facilidades se essas não forem o melhor caminho. Pessoas que não serão escravas de seus desejos, mas sim donas de sua vontade.


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