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  • Simone Fuzaro

Cultivar a Sinceridade na Educação dos Pequenos

Atualizado: 2 de Set de 2020

Ainda dentro das virtudes relativas à justiça, encontramos a sinceridade. Para pensarmos em como ensiná-la aos pequenos precisamos primeiro compreendê-la melhor.



A beleza da sinceridade, como das demais virtudes, está exatamente no fruto: trata-se de viver de acordo com a realidade e de dizer amorosamente aos demais o que se pensa, abrindo a possibilidade de mudança e melhora tanto pessoal como dos outros . Para isso é preciso manifestar o que se pensa, sente ou o que foi feito para a pessoa certa e no momento adequado. A sinceridade deve ser governada pela caridade e prudência. É comum ser confundida com uma "incontinência verbal", ou seja, dizer o que se pensa a qualquer hora e de qualquer modo - grande equívoco!

Educar os filhos na sinceridade é um grande bem: compreenderão o valor da confiança nas relações com amigos, familiares e de trabalho; assumirão posturas e atitudes com responsabilidade, sabendo que trazem consequências; experimentarão a tranquilidade e a alegria que são frutos dela.

Para alcançarmos essa virtude é necessário um longo caminho de determinação. É preciso coragem para nos conhecermos (como somos e não como gostaríamos de ser) e para vivermos a verdade em nossas relações mesmo que custe.

Somente aos 7 anos a criança é capaz de um uso mais pleno da razão, os menores ainda vivem uma confusão bastante grande entre realidade e imaginação (fantasias). Além disso, ainda não conseguem fazer um uso pleno da linguagem, manifestando-se muitas vezes de modo confuso e inconstante (respondem à mesma pergunta de modos diferentes), repetem o que ouviram alguém dizer atribuindo um sentido diferente, etc. Mesmo assim é importante estimulá-los à sinceridade.


Seguem algumas atitudes importantes para isso:


1. Dar exemplo da sinceridade no ambiente familiar, nunca mentindo, nem mesmo para os bem pequenos: - Diga que não estou; - Vou ficar na porta da escola te esperando; - Não vou trabalhar só vou até o carro... Dizer a verdade, muitas vezes, pressupõe um trabalho maior com as consequências (choro, descontentamento, birra), porém, dá à criança o conforto de que pode confiar nos pais SEMPRE.


2. Ajudar as crianças a distinguirem entre realidade e fantasia. Para isso, diante de acontecimentos cotidianos é bom sermos assertivos, evitando perguntas excessivas. É comum, por exemplo, ao levar um esbarrão de um colega, a criança reclamar: - Ele me bateu. Com simplicidade e clareza podemos dizer que se tratou de um acidente. Quando perguntamos muito favorecemos que imaginações apareçam como realidades - sozinhos ainda não conseguem discernir entre elas. As crianças têm uma imaginação bastante ativa e não se trata de inibi-la, ao contrário, com cuidado podemos ajudá-la a distinguir entre um fato verídico e uma história criada.


3. Ajudar os pequenos a perceberem suas possibilidades e dificuldades - só poderemos ser sinceros com os outros se formos conosco mesmos. Diante das dificuldades é importante adotarmos posturas positivas, estimulando a superação.


4. Criar situações em que as crianças coloquem suas capacidades a serviço dos outros (guardar brinquedos, colocar a mesa, organizar um espaço, colocar um enfeite). Essas atitudes fomentam o desejo de melhorar como pessoas, a alegria de contribuir com o bem comum e a percepção de suas possibilidades, passos importantes para a sinceridade.


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