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  • Simone Fuzaro

Conviver e Uma Arte- Educar Para Empatia

Estamos no mundo em pleno convívio. Cotidianamente encontramos pessoas: familiares, amigos, vizinhos, colegas de trabalho e centenas de desconhecidos... Pessoas queridas, que amamos; pessoas difíceis, que gostaríamos de evitar. Por isso, conviver é uma das maiores e mais belas artes e precisamos de talento para isso. Tal talento não é inato, é aprendido.



Alegria, bom humor, gentileza, respeito, são virtudes fundamentais para a arte do convívio. O bom convívio torna o ambiente melhor, as pessoas mais felizes e a sociedade mais equilibrada.

Para além dessas virtudes, existe uma capacidade psicológica que quando bem desenvolvida evita muitos problemas relacionais: a empatia.

Empatia é a capacidade de colocar-se no lugar do outro, de compreender os sentimentos do outro sem perder de vista, porém, que são do outro. A empatia é uma habilidade e portanto pode ser ensinada e aprendida. Os pais são fundamentais na formação dos filhos, são referência sempre. Daí a importância de tomarem a sério o compromisso de ensinar virtudes, valores e desenvolver habilidades.

Num artigo do The Washington Post, Amy Joyce apresenta os cinco caminhos sugeridos pelo psicólogo Richard Weissbourd, (Harvard) aos pais para educarem seus filhos com o objetivo de adquirirem a capacidade de empatia. Esse psicólogo dirige o projeto Making Caring Common que tem por objetivo ajudar as crianças a adquirirem empatia. São eles (os comentários são de minha autoria):


1. Fazer do cuidado para com os outros uma prioridade.


Através de atitudes e conversas, é importante deixar claro que o cuidado com os demais é tão importante quanto o cuidado próprio. Desde pequenos podemos estimular que nos ajudem a "cuidar" de pessoas próximas da família: levar algo para a vovó que ela goste ou precise; visitar alguém que está doente; conversar sobre as dificuldades de algum parente.


2. Dar oportunidades às crianças para a prática da gentileza e gratidão


Ensiná-los a gratidão. Agradecer pequenos atos de carinho e delicadeza, pequenos favores, serviços prestados por empregadas domésticas, babás. A gratidão abre espaço para a solidariedade. Estimular atitudes de gentileza com exemplos e conversas. Também é importante que se sintam parte daqueles que cuidam da casa através de pequenas tarefas adequadas a cada idade (isso os ensina a valorizar os serviços que são prestados à eles e a solidariedade).


3. Expandir o círculo de cuidado das crianças


Aos poucos alertá-los para situações de pessoas mais distantes mas que precisam de cuidados - algum trabalho social em que possam ser envolvidos, por exemplo.


4. Ser um mentor e modelo de moral


Que os pais busquem viver de fato esse envolvimento com os outros, sendo referência e exemplo. Quando errarem pedir perdão e mostrar no que erraram. Isso ajuda para que cresçam na auto-consciência, percepção de que todos têm dificuldades e limitações. Conversar sobre as dificuldades que eles encontram em seu cotidiano e ajudá-los a identificar seus sentimentos, necessidades e os dos demais. Conversar com os filhos sobre pequenos "dilemas" do cotidiano - brigas na escola, situações difíceis vivenciadas por eles ou por nós, pais. Ajudá-los a formar critérios éticos sobre as mesmas e encontrar soluções e posturas adequadas.


5. Guia-los para que aprendam a lidar com sentimentos negativos (raiva, medo, vergonha)

Identificar sentimentos, compreendê-los, pensar em atitudes adequadas e positivas, ajudá-los , aos poucos, a substituir a reação pela ação.


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