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  • Simone Fuzaro

Ano novo, momento de rever posturas e estabelecer metas

É uma maravilha tomarmos consciência de como a vida se passa em ciclos: horas, dias, semanas, meses, anos... A cada novo ciclo um recomeço, uma enorme oportunidade de rever, repensar, recomeçar!


2020 não é somente um novo ano como, também, o início de uma nova década, e, por isso, inspira a mudança! Mudar é necessário, bom, libertador – desde que seja fruto de um movimento de amadurecimento, de reflexão, de autoconhecimento e que tenha o objetivo de nos tornar melhores.

Mudar por mudar, para seguir o fluxo, para ficar na moda, para fazer o que a maioria faz ou o que é visto como politicamente correto é perda de tempo e de oportunidade de amadurecer. Mudar para buscar seu prazer, a própria realização, os próprios interesses? Cuidado: sentido absolutamente oposto de se tornar uma pessoa melhor – o movimento de crescimento maduro é o de serviço e não o de prazer, ou melhor: o de sentir a alegria em servir, em cuidar e, ao longo do tempo, em ver os frutos desse serviço na vida dos demais.

Considerando tudo isso, vamos lá: o que temos feito como pais que não têm conseguido bons resultados na vida de nossos filhos? Estamos superprotegendo-os, não deixando que vivam as consequências de suas atitudes; estamos deixando-os escolher coisas que ainda não são capazes; estamos deixando que usem a internet sem limites ou medidas porque os amigos assim o fazem; estamos guiando nossas condutas pelos bicos ou choros deles, acreditando que terão muito tempo para “sofrer” quando forem maiores; estamos muito inseguros buscando na internet e “fora” de nós referências para decisões importantes na condução da educação de nossos filhos, estamos extremamente medrosos com os riscos inerentes à vida de qualquer ser humano... Enfim, olhar com coragem para eles e para as nossas atitudes para identificar algo que precise mudar é fundamental!

Mudar por mudar, para seguir o fluxo, para ficar na moda, para fazer o que a maioria faz ou o que é visto como politicamente correto é perda de tempo e de oportunidade de amadurecer.

Feito esse primeiro e importantíssimo movimento, vamos ao segundo e não menos importante: lembrar que mudanças não acontecem às enxurradas nem de modo mágico. Elas normalmente custam e são pequenas – exigem determinação, coragem e resiliência. Para que seja eficiente o processo de mudança, vamos pensar nos seguintes passos:

1. Escolher somente um aspecto a ser mudado, mesmo que esteja descontente com alguns. Coloque foco em um e estabeleça um movimento. Exemplo: tenho medo de que a criança fique com alguém da família sem que eu esteja presente. Propósito: deixar uma vez por semana, por períodos curtos a princípio (1 hora), com uma avó ou tia e sair para algum lugar;

2. Suportar o próprio sentimento de tristeza ou insegurança frente à reação da criança, seja ela positiva seja negativa. Já vi crianças chorando desesperadas quando a mãe as deixa com alguém, mas também já presenciei a criança querendo ficar, sem problemas, e a mãe quase chorando de tanto medo; e

3. Ser constante no propósito escolhido, mesmo que a princípio pareça não estar surtindo efeito. Mudar é um processo que requer constância. Com o tempo, os resultados aparecerão.

Quando nos envolvemos de modo ativo no papel de pais, refletindo, estabelecendo metas, nos esforçando por mudarmos naquilo que erramos, os resultados são maravilhosos. Nossos filhos crescem muito com o nosso exemplo de luta por sermos melhores e fazermos o bem em suas vidas.

E que alegria perene e duradoura brota em nossos corações quando percebemos que somos dinâmicos, podemos mudar, “consertar” eventuais falhas e buscar caminhos melhores!


Feliz 2020 para todas as famílias!

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