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  • Simone Fuzaro

A Força da Palavra dos Pais

Atualizado: 21 de Jul de 2020

"Ele não quer ir à escola, já fiz de tudo", "ele não come verdura de jeito nenhum", "não há quem o segure: sobe em tudo que vê pela frente", "ela tem personalidade forte, não deixa ninguém escovar seus dentes, quer escovar sozinha"...


São inúmeras as falas e situações que encontramos no convívio com pais de crianças pequenas. Situações estarrecedoras do tipo: a criança colocar o pai de castigo e ele ficar para poder exigir o mesmo dela depois!

Estamos diante de uma realidade assustadora: os adultos, aqueles que são responsáveis pela formação, educação, integridade física e moral das crianças estão submetidos à palavra e ao desejo infantil. Lembro, a tempo, que essas palavras e desejos são absolutamente isentos de critérios sobre o que é bom ou não e, normalmente buscam um prazer imediato - o que é próprio da imaturidade infantil. É necessário que lembremos que cabe a nós pais fazer as escolhas mais adequadas à formação dos filhos. Feito isso precisamos ser espertos - podemos usar a nosso favor nossa palavra, otimismo e entusiasmo. Palavras são constituintes do sujeito, especialmente a palavra dos pais, aqueles que são o grande amor e o porto seguro das crianças. Quanto podemos contagiar, forjar e acalmar quando falamos com segurança e otimismo diante das situações adversas que os pequenos encontram no dia a dia. Que peso tem em nossas vidas as palavras dos que amamos, quantas mudanças e conquistas acontecem por uma palavra de incentivo, de confiança, de determinação, que ouvimos quando pequenos!

Palavras são constituintes do sujeito, especialmente a palavra dos pais, aqueles que são o grande amor e o porto seguro das crianças.

"Filhos, escolhemos uma escola muito legal para você", "tenho certeza que você consegue comer um pedacinho dessa cenoura e ainda vai ficar mais forte", "também sinto saudades de você mas somos fortes, vamos aguentar e depois ficamos juntos em casa", "o que fiz para o almoço é uma delicia", "como você é grande já sabe que comemos o que faz bem para saúde, mesmo que não gostemos muito", "eu escovo seus dentes, depois deixo você escovar um pouco sozinho", "machucou mais já vai sarar, você é mais forte do que a dor, quer ver? ". Com nossa palavra e postura podemos surpreender os pequenos, mostrar que nem eles e muito menos nós vamos ser movidos por desejos imaturos. Ao contrário, vamos transmitir valores, fortalecer a vontade - "não quero, mas se minha mãe quer é o melhor, ela cuida de mim" . Vamos ensiná-los que, como diz Mário Sergio Cortella, "desejos não são direitos". Aprender a submeter-se à autoridade que existe na palavra dos pais é fundamental . Além de necessário, é um direito deles. Isso mesmo direito - a autoridade dos pais é um serviço à formação equilibrada dos filhos e nossa palavra é um dos meios de a exercermos.

Que fique claro: ser positivo e firme nas colocações, não significa ser bravo e chato. Nem tão pouco assumir uma postura autoritária. Simplesmente trata-se de cumprirmos nosso papel convictos de que nossa palavra, recheada de acertividade, firmeza, otimismo e uma boa dose de bom humor vai formar uma pessoa fabulosa!


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